Com a desculpa da "autonomia" das escolas, insiste-se no erro dos subcritérios, apesar de, desta feita, saber-se os que as escolas escolhem!
A autonomia de uma escola deve ter a ver com a gestão dos seus recursos, humanos e materiais, bem como a gestão do currículo, adaptando os recursos às necessidades específicas do meio educativo que integram. Esta autonomia, implica, ou deveria, por exemplo, dar resposta às dificuldades dos alunos, atribuindo mais apoios, ou flexibilizando as cargas horárias. Em muito casos, pode implicar a contratação de professores para aulas, ou apoios!
Esta última razão pode levar a pensar, portanto, que a BCE tem a sua legitimidade! ERRADO!
Em primeiro lugar, a BCE é centralizada! Tem a vantagem de eliminar "cunhas" diretas o que deve ter deixado alguns diretores mal humorados! Mas tem em conta critérios (ou subcritérios) subjetivos!
E é sobre este ponto que devemos refletir seriamente!
Um professor de um determinado grupo de recrutamento é profissionalizado para lecionar nesse grupo de recrutamento! Não há, a priori, incompetência de nenhum candidato em relação a outro. Todos os professores profissionalizados de Português, estão habilitados a lecionar Português e, consequentemente, não há, à partida, distinção entre o dia-a-dia numa escola entre professores. Lembram-se, certamente, do slogan "Carreira só há uma: Professores e mais nenhuma!". Portanto, a experiência profissional tem em conta o tempo de serviço de cada um!
A experiência profissional, em TODAS as profissões, tem a ver com os anos de experiência! No caso dos professores, não é muito diferente! Os anos, em vez de serem contabilizados na sua totalidade, contam-se em dias de trabalho efectivo, consoante o número de horas atribuído. De seguida, a partir de uma fórmula simples, atribuí-se uma graduação profissional que tem em conta a classificação académica/profissional e esse mesmo tempo de serviço. Não nos podemos esquecer que, de acordo com a lei, esse mesmo tempo de serviço só é validado, no caso da avaliação de desempenho docente não ser negativa!
Assim sendo, a graduação dos professores contém:
- A classificação académica/profissional;
- A experiência profissional, em dias de lecionação;
- A avaliação de desempenho.
É esta graduação que defendemos por ser simples e, não sendo perfeita, é a mais justa! Só vejo duas razões para não se seguirem estes princípios:
- O governo e alguns "colegas" têm interesses além da qualidade e justiça no sistema educativo;
- A culpa é existir uma fórmula para o cálculo da graduação... Uma fórmula...
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